Quinta, 21 de março de 2019
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19/02/2019 às 19h42

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Campos Altos / MG

PC prende 8 pessoas na terceira fase da operação “Eden”, em Santa Rosa da Serra e São Gotardo
Mandados de prisão foram cumpridos na manhã desta terça-feira (18).
PC prende 8 pessoas na terceira fase da operação “Eden”, em Santa Rosa da Serra e São Gotardo
Foto: Divulgação PC

Oito pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (18) em Santa Rosa da Serra e São Gotardo, no Alto Paranaíba, durante a terceira fase da operação “Éden” da Polícia Civil, que apura crimes de corrupção praticada por agente políticos.


Três dos investigados são funcionários públicos. Também estão envolvidos um vereador e um ex-vereador e empresários, segundo a Polícia Civil. Eles são acusados de peculato, falsificação de documentos e organização criminosa.


O grupo foi levado para a Delegacia Regional de Ibiá onde serão ouvidos. Foi estabelecido para eles a prisão temporária de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco.


Investigação


De acordo com a Polícia Civil, os investigados da terceira fase da operação “Éden”, deflagrada na manhã desta terça-feira (19), foram apontados por meio de documentos encontrados em outra etapa da operação que envolvia a ex-prefeita de Santa Rosa da Serra, Cleide Maria Ferreira Rangel.


As investigações apontam ainda que os funcionários públicos atuavam como auxiliares da então prefeita intermediando o pagamento de contas pessoais com uso de dinheiro público.


Os empresários investigados também são acusados de emitir nota fiscal falsa de um serviço que não foi prestado para auxiliar no desvio de dinheiro.


O proprietário de uma loja de celulares também foi conduzido para a prisão temporária por vender um aparelho de uso pessoal para a ex-prefeita e emitir uma nota fiscal como prestação de serviços para a prefeitura.


Operação


A operação teve a primeira fase deflagrada em maio e junho de 2017 e, entre os investigados, também estão o marido da ex-prefeita, Ronaldo Rangel, um sobrinho deles, o então presidente da Câmara, Edilon dos Reis Silva, os vereadores Vanderlei dos Santos e Geraldo Ribeiro de Lima.


O inquérito da segunda etapa foi concluído em janeiro e enviado para o Ministério Público Estadual (MPMG) em Campos Altos para, em seguida, ser oferecida a denúncia contra os investigados.


A Polícia Civil também representou pela suspensão da função pública dos três vereadores que foram indiciados, para que sejam imediatamente afastados dos cargos eletivos que ocupam na Câmara Municipal de Santa Rosa da Serra.


Entenda


As investigações concluíram que a ex-prefeita de Santa Rosa da Serra, o marido, um servidor público e os três parlamentares teriam praticado crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, supressão de documentos e organização criminosa.


Os indícios demonstram que a ex-prefeita pagou cerca de R$ 100 mil ao vereador Geraldo para comprar o silêncio dele em relação às ilegalidades praticadas por ela durante o período em que exerceu o cargo no Executivo.


Como parte do pagamento, a mulher entregou ao vereador uma caminhonete no valor aproximado de R$ 60 mil. O restante do valor foi pago em dinheiro e também por depósitos bancários.


Em relação aos outros vereadores, as investigações apontaram que eles suprimiram e ocultaram vários documentos que continham provas dos desvios de dinheiro público, que foram feitos durante o mandato da prefeita. Diversos documentos que incriminavam a ex-prefeita foram apreendidos.


Penas


Todos os investigados também foram indiciados por organização criminosa. As penas para os crimes de organização criminosa variam de três a oito anos de prisão, para os crimes de corrupção ativa e passiva a pena é de dois a doze anos de prisão. No caso do crime de prevaricação, são três meses a um ano de detenção e para o de supressão de documentos, de dois a seis anos.


 

FONTE: G1

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